A Secretaria de Saúde (SES-DF) investe na modernização de seu parque tecnológico. Para ampliar a qualidade assistencial e fortalecer a capacidade diagnóstica da rede pública, a pasta incorporou novas metodologias laboratoriais de alta performance, voltadas à linha de cuidado materno-infantil.
“Estamos internalizando esses métodos, considerados padrão-ouro, mais robustos e sensíveis, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos”
Samuel Dias, referência técnica distrital em Patologia Clínica da SES-DF
Entre os exames estão a eletroforese de hemoglobina por eletroforese capilar e os sorológicos, que detectam anticorpos contra o vírus linfotrópico de células T Humanas (HTLV I/II) e doença de Chagas por eletroquimioluminescência (Eclia) e Quimioluminescência (Clia), respectivamente.
“Estamos internalizando esses métodos, considerados padrão-ouro, mais robustos e sensíveis, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos”, explica Samuel Dias, referência técnica distrital (RTD) em patologia clínica da SES-DF.
Antes, a pasta dependia de laboratórios terceirizados para a realização dos diagnósticos. Agora, os procedimentos passam a ser feitos pela própria rede pública do DF, alinhando-a às recomendações dos principais organismos nacionais e internacionais de saúde.
Fortalecimento da rede laboratorial
Com a internalização, os pacientes passarão, também, a ter acesso direto aos resultados das análises, pelo Portal de Exames, com login e senha.
A eletroforese de hemoglobina será feita na Central de Exames Especializados, localizada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), unidade inaugurada no final de 2025. Já os exames para diagnóstico de HTLV I/II e doença de Chagas serão processados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).
Doação de leite e gestação seguras
A implantação da sorologia para HTLV I/II e doença de Chagas por Eclia amplia significativamente a segurança diagnóstica tanto da triagem pré-natal quanto da avaliação das doadoras de leite humano. A identificação precoce dessas infecções tem impacto direto na prevenção da transmissão vertical — de mãe para filho — e possibilita a adoção oportuna de medidas assistenciais e epidemiológicas.
Todas as gestantes em acompanhamento pré-natal na rede da SES-DF, bem como as doadoras de leite humano, deverão buscar os postos de coleta das unidades básicas de saúde (UBSs) para amostras, seguindo o mesmo fluxo adotado aos demais exames laboratoriais.
*Com informações da SES-DF
