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Fórum debate humanização e empatia no atendimento em saúde

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Em meio a debates sobre tecnologia, gestão e qualidade assistencial, o II Fórum de Experiência do Paciente do IgesDF mostrou, nesta quarta-feira (6), que a humanização continua sendo uma das ferramentas mais importantes no atendimento em saúde. Realizado no Memorial JK, o encontro reuniu especialistas, gestores, profissionais e usuários da rede pública em discussões sobre empatia, escuta qualificada e cuidado centrado nas pessoas.

Uma das cenas mais marcantes do primeiro dia veio de um abraço. Foi assim que a paciente Ariane Roma resumiu o momento que transformou a forma de ela enfrentar a doença. Após descobrir que precisaria de um transplante cardíaco, ela viu a vida mudar completamente. Mas encontrou força em um gesto simples de acolhimento vindo de uma profissional de saúde.

“Quando recebi o diagnóstico, eu desabei. Mas uma enfermeira me abraçou e disse que eu iria conseguir”, relembra. O depoimento emocionou os participantes e sintetizou o principal propósito do encontro: mostrar que a assistência vai além de exames, equipamentos e protocolos hospitalares.

“No fim das contas, o que mais marca a vida de alguém é a forma como ele foi tratado”

Rubens Pimentel de Oliveira Jr., Diretor-presidente substituto do IgesDF

Com o tema “Inspira Saúde: práticas que fazem a diferença”, o evento contou com a participação de especialistas nacionais e internacionais em debates sobre humanização, qualidade assistencial e experiência do paciente. “Quando falamos em saúde, é comum pensarmos primeiro em exames, equipamentos, estrutura e tecnologia. Tudo isso é importante. Mas, no fim das contas, o que mais marca a vida de alguém é a forma como ele foi tratado”, afirmou o diretor-presidente substituto do IgesDF, Rubens Pimentel de Oliveira Jr..

Segundo ele, a diferença muitas vezes está nos pequenos gestos do cotidiano e “pode aparecer em um bom atendimento na recepção, em uma palavra de tranquilidade, em um olhar atento ou em uma informação passada com carinho e clareza”.

A gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente, Anucha Soares, ressaltou que o fórum reforça a importância de construir relações mais sensíveis dentro das unidades. “A experiência de quem passa pelos nossos serviços está nos detalhes, na forma como acolhemos, escutamos e acompanhamos cada pessoa ao longo da sua jornada. Humanizar também é fazer com que ela se sinta respeitada, segura e assistida”, comentou.

Na avaliação do superintendente de Qualidade e Melhoria Contínua do IgesDF, Clayton Sousa, discutir a experiência do usuário também significa fortalecer a cultura institucional e transformar a assistência. “Não existe qualidade sem escuta, sem acolhimento e sem equipes comprometidas em transformar a assistência todos os dias”, pontuou.

Os participantes acompanharam, ainda, uma mensagem em vídeo do médico americano Pat Adams, referência internacional em humanização na assistência. No recado enviado ao fórum, ele destacou a importância da empatia, da escuta e do olhar atento durante o atendimento.

“Quando a gente fala de investimento, capacitação e tecnologia, também precisa lembrar que o olhar humano continua sendo essencial”

Mayara Noronha Rocha, idealizadora do Projeto Humanizar

A idealizadora do Projeto Humanizar, Mayara Noronha Rocha, reforçou que o olhar humano não pode ser deixado em segundo plano diante dos avanços tecnológicos e estruturais. “Quando a gente fala de investimento, capacitação e tecnologia, também precisa lembrar que o olhar humano continua sendo essencial. Esse olho no olho, essa dedicação ao ser humano nunca vai dar errado”, acrescentou.

Mayara também destacou que o Distrito Federal tem se tornado referência nas discussões sobre assistência humanizada. “Vocês são pioneiros no nosso país. Tudo o que vier de positivo no Distrito Federal vai servir de exemplo para outras discussões no Brasil”, declarou.

A programação do dia ainda contou com as palestras “Cuidar de pessoas para sustentar resultados: a experiência do paciente como cultura”, da presidente-executiva do Grupo Sabin, Lídia Abdalla; e  “O impacto da qualidade percebida na jornada do paciente”, do consultor e gestor em hotelaria hospitalar Marcelo Boeger.

Direito do pacientes

Um dos destaques da programação foi o painel “Estatuto dos Direitos dos Pacientes”, que reuniu a gerente-geral das UPAs do IgesDF, Adriana Gonçalves, a diretora assistencial corporativa do Grupo Santa, Noângela Nascimento, e a diretora executiva do Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC), Nelma Melgaço.

O debate abordou temas como escuta qualificada, respeito à dignidade humana, acesso à informação clara e participação ativa nas decisões sobre o próprio tratamento.“Quando o paciente se sente ouvido, acolhido e respeitado, todo o atendimento se transforma. A passagem pela unidade se torna mais segura, mais humana e mais resolutiva”, salientou Adriana.

A diretora da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado, destacou que encontros como esse ajudam a fortalecer uma cultura mais humana dentro dos serviços assistenciais. “É um espaço que amplia reflexões, promove troca de experiências e contribui para transformar a assistência”, afirma.

O II Fórum de Experiência do Paciente continua nesta quinta-feira (7), no Auditório Márcia Kubitschek, no Memorial JK, com palestras e painéis sobre liderança, cuidados paliativos, inteligência artificial e práticas voltadas ao fortalecimento do acolhimento.

A programação ocorre das 9h às 18h e pode ser acompanhada pelo canal oficial do IgesDF no YouTube. Os participantes inscritos também receberão certificado.

*Com informações do IgesDF
 

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