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Esporte, inclusão e cidadania marcam início da 66ª edição dos Jogos Escolares do DF

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O som vibrante das torcidas anuncia: os ginásios e equipamentos esportivos do Distrito Federal serão tomados por alegria e muita disposição nos próximos meses. Esse é o clima que embala a 66ª edição dos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF), competição que mobiliza estudantes das redes pública e privada de ensino em diversas modalidades esportivas, funcionando como qualificatória para as etapas nacionais. O evento, que acompanha a cidade desde a sua fundação, engaja a juventude em torno da prática desportiva, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de estudantes-atletas de diferentes idades. 
 

O lançamento ocorreu no ginásio do Centro de Capacitação Física (Cecaf) do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), na última quarta-feira (13), com a presença de estudantes, educadores físicos, gestores e autoridades públicas.

Na ocasião, a secretária interina de Educação do Distrito Federal, Iêdes Soares Braga, agradeceu o apoio de outras pastas e reforçou a importância da colaboração institucional para a execução do torneio. “Seria impossível se a gente não tivesse aqui o apoio da Secretaria de Esporte. Mais uma vez, muito obrigada pelo apoio da Câmara Legislativa, da Secretaria de Segurança Pública e de todas as demais secretarias. Muito obrigada a cada um de vocês”, destacou a gestora. 

Além do crescimento técnico dos estudantes-atletas do Distrito Federal, o evento é um marco importante para a integração das escolas, contribuindo para a formação social, cultural e cidadã dos jovens. Na edição do ano passado, foram 18.950 discentes participando sendo aproximadamente 68% alunos da rede pública de ensino (13.049). Foram envolvidas ainda 372 instituições educacionais do DF, sendo 241 da rede pública, número equivalente a aproximadamente 65% das instituições participantes. 
 

Nova edição dos Jogos Escolares traz adaptações no regulamento para garantir maior participação de estudantes paratletas

 “Para além dessa competição, cada um de vocês sai daqui com um sentimento de parceria, de respeito, de companheirismo. É isso que a gente consegue no esporte, e esse é o nosso objetivo na Secretaria de Educação: que a gente tenha jogos escolares que sirvam, acima de tudo, para diminuir a evasão escolar, que promovam novos relacionamentos entre vocês, e que tragam na memória de cada um o exercício e o autoconhecimento”, ressaltou a secretária.

A prática esportiva no ambiente escolar transcende a simples busca por medalhas. Ela atua como uma ferramenta pedagógica essencial que estimula a disciplina, o trabalho em equipe, a resiliência e a inteligência emocional. Ao proporcionar um ambiente de convivência saudável e de superação de desafios, os jogos ajudam a afastar os jovens de situações de vulnerabilidade, reforçando o compromisso da SEEDF com a educação integral e com a preparação dos estudantes para os desafios da vida em sociedade. 
 

Secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga destacou que o esporte escolar atua como ferramenta de desenvolvimento cidadão

A inclusão pelo esporte

O Centro de Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP) de São Sebastião atua como núcleo de referência no acolhimento e desenvolvimento de estudantes-atletas do paradesporto no Distrito Federal. Para os educadores físicos da unidade, Alexandre Fachetti e Lucimar Neves, a competição tornou-se ainda mais inclusiva neste ano a partir de mudanças estratégicas no regulamento. “A novidade é que teremos duas competições paradesportivas, e estamos muito felizes com isso. Além das modalidades específicas do paradesporto, tivemos participação na natação convencional e, agora, no atletismo, levaremos nossos estudantes novamente para competir tanto na categoria regular quanto na adaptada”, destaca Lucimar. 

Os professores defendem, ainda, que a mudança proporciona uma preparação mais robusta aos paratletas. “A inclusão nas modalidades regulares e a ampliação das competições de entrada, que passaram de uma para duas, representam um avanço excelente. Sem dúvida, os estudantes chegarão às Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, muito mais preparados e confiantes”, ressalta Alexandre Fachetti. 

Essas inovações visam a garantir que alunos com deficiência tenham espaços adequados e equitativos para demonstrar seus talentos, fortalecendo o poder transformador do esporte adaptado. Com a 66ª edição oficialmente iniciada, a expectativa é de arquibancadas cheias, superação de limites e a certeza de que o esporte escolar no Distrito Federal segue como um pilar fundamental para a cidadania, o bem-estar e a inclusão.

*Com informações da SEEDF

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