Para melhorar o atendimento a pacientes com crises convulsivas, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou, na quinta (9) e nesta sexta (10), uma capacitação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia. A iniciativa orienta as equipes sobre como identificar e agir nesses casos com mais segurança e agilidade.
Elaborado para fortalecer a atuação dos profissionais, o protocolo aborda desde os diferentes tipos de crises até o fluxo de atendimento inicial. A proposta prioriza o diagnóstico precoce, a distinção entre crises epilépticas e não epilépticas e a condução adequada de cada caso, contribuindo para a prevenção de complicações e para a segurança do paciente.
As crises convulsivas podem gerar apreensão em pacientes, acompanhantes e até mesmo entre os profissionais de saúde, especialmente em situações de emergência. Para a gerente da UPA de Brazlândia, Célia Maria, discutir e treinar os procedimentos adequados é fundamental para reduzir riscos e garantir uma resposta eficiente.
“Assim, evitamos complicações secundárias, como traumas e obstrução das vias aéreas, e asseguramos uma resposta rápida diante dessas ocorrências. O diagnóstico precoce e o manejo correto também contribuem para a redução de complicações e para a melhor utilização dos recursos da unidade”, pontua.
Padronização nas condutas
Segundo o coordenador-médico da unidade, Eduardo Sousa, a capacitação também proporcionou troca de experiências e discussão de casos clínicos, fortalecendo o aprendizado prático e a integração entre as equipes. “A capacitação contínua é fundamental para garantir um atendimento seguro, ágil e baseado em evidências. No contexto das crises convulsivas, em que o tempo e a conduta adequada impactam diretamente no prognóstico do paciente, é essencial que todos os profissionais estejam alinhados quanto à identificação precoce, à classificação correta e ao manejo inicial”, afirma.
A formação faz parte de um conjunto de iniciativas do IgesDF voltadas ao aprimoramento da assistência em todas as unidades da rede. Os treinamentos contínuos e a implementação de protocolos baseados em evidências reforçam o compromisso da instituição com uma saúde pública mais eficiente, humanizada e segura.
A coordenadora de enfermagem da unidade, Rayane Pergentino, também ressaltou a importância da padronização das condutas no atendimento às crises convulsivas. “Protocolos bem definidos reduzem a variabilidade no atendimento e promovem maior segurança assistencial”, reforça.
*Com informações do IgesDF
